terça-feira, 17 de maio de 2011

Por que gritamos?

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
-Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
-Gritamos porque perdemos a calma. - disse um deles.
-Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao nosso lado? Questionou  novamente o pensador.
-Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, respondeu outro discípulo. 
E o mestre volta a perguntar: - Então não é possível falar-lhe em voz baixa? 
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. 
Então ele esclareceu: -Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido? O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para diminuir esta distância precisam parar de gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos os seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo: -Quando discutirem, não deixem que os vossos corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta.

3 comentários:

  1. Prof. Marcos,

    Este texto é lindo demais, parabéns pela escolha.
    Abraços
    Emília

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  2. Nossa Prof.que lindo!!! Estou emocionada com a veracidade destas palavras!!!...Obrigada por ter tido a honra de conhece-las.

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  3. Emilia, Rosana,
    Tenho observado que por vezes textos, filmes e livros modificam nossas vidas para melhor. Basta estarmos prontos e querendo mudar. A transformação é algo muito sublime e sua metáfora, uma das mais utilizadas em todos os continentes é a da borboleta que de rastejante, rompe com o passado e passa a voar para a liberdade.

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